terça-feira, 22 de novembro de 2011

Universidades comunitárias querem a repactuação de suas dívidas

Ontem iniciamos mais uma importante etapa em busca de alternativas para o endividamento das universidades comunitárias gaúchas. Em audiência pública realizada na Assembléia Legislativa do RS, representantes das instituições relataram a atual situação de cada uma delas e apresentaram suas propostas.

Nosso objetivo é levar ao governo federal esses levantamentos e propormos a repactuação das dívidas a longo prazo. Outra proposta apresentada pela Urcamp seria de sanear esses débitos em 20 anos, através da ampliação de bolsas parciais e integrais -  que beneficiarão mais de 13 mil alunos - como forma de abatimento nos juros das pendências tributárias acumuladas.


De acordo com o último Censo da Educação Superior, o Rio Grande do Sul abriga cerca de 70% dos seus universitários em instituições comunitárias. São mais de 180 mil alunos de graduação e pós-graduação. Desta forma, sentimos a necessidade de ampliar esse debate para buscar soluções para que as instituições possam quitar suas dívidas, sobretudo as tributárias, e retomar os investimentos em pesquisa, ensino e extensão.  Outro ponto que merece atenção do governo federal é com relação à repactuação das dívidas com os financiamentos estudantis.

Todos nós sabemos que as universidades comunitárias tiveram papel importante no desenvolvimento do Rio Grande do Sul num período em que havia somente quatro universidades federais no Estado. Essas instituições foram responsáveis por levar o conhecimento ao Interior e o desenvolvimento por meio da pesquisa e da extensão. É preciso discutir o papel das universidades comunitárias nos dias atuais, especialmente porque são a maioria no Estado, e apoiar novas formas de fomento à formação superior pública e de qualidade.

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